Mostrar mensagens com a etiqueta Poemas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Poemas. Mostrar todas as mensagens
quarta-feira, 18 de abril de 2012
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Maldito
Maldito
Malditos olhos teus
Que num golpe atingiram os meus
Estagnando se na mesma órbita
Olhar com hipnose ínsita
senti -a sem poder reagir no paulatino torpor no imo do meu consciente
Bendito
Bendito, os teus lábios húmidos e macios
Que me envolveram em beijos ofegantes
Que escaldam os lugares mais frios
Com movimentos ténues e circundantes
Como poderia eu resistir aos teus lábios?
Espessos, delgados
São adivinhos, conjecturam, são sábios!
Sabem como alimentar rescaldos
Língua
Língua desmedida
Que faz Ponte amena do céu da sua ao da minha boca
Instigando a minha tímida, à brincar na sua toca
Ousada e desinibida
Que me fez experimentar sensação ambígua
Teu braço
O teu braço cingiu me num laço inerente
No teu regaço
Comprimido de serpente
Que desvanece toda e qualquer resistência
O coração acelera os fluxos nas minhas veias
Na tentativa desesperada de recompor se do domínio, vã insistência!
Pois, minuciosamente e sem peias
Proliferou se para o âmago
Pude sentir em cada momento vivas reacções dos lugares remotos do meu corpo entorpecido
Meu corpo sedento cedeu ao anelo do mago
Que me fez experimentar sem temor o prazer inibido
Bamba
Bambas ficaram as minhas pernas
Face as carícias ternas
Leves, leves não!
Flutuantes, sem gravidade, perdi o chão…
Espicaça
Espicaça, devore a minha estrutura, és o meu deleito
Oscula minuciosamente o carente marmelo
Me pressione no seu peito
Me acta a ti num sublime elo
Sinta com as suas mãos o sumarento leito
Me abraça
Entre
Entre no meu ventre
A quanto do transpor do falo,
Me senti num ritmado embalo…
Andei, andei na lua
Laço ténue vime
Entrelaçou teu corpo desprovido de veste na minha feição plenamente nua
Para que não nos perdêssemos um do outro em ponto nenhum do momento sublime
...Liana Gonçalves....
Querer Ser Livre!
Querer Ser Livre!
Aspirei ser livre
Free
A minha alma nunca me pertenceu
Nem a mim, nem a este lugar
A vaguear, para alem do imensurável céu
Á flutuar, á voar
Esteve sempre lá, á bordo do vento
Ofegante, tenaz a divisa
Incondicionalmente, em cada momento
Em cada brisa
Vi nascer o sol de ângulo diverso
Vi, passar pachorrentamente, os segundos sem fim
Sem pressa em chegar ao confim
Vaguei por todo o vasto universo
Esmiucei morosamente cada verso
Pois meus voos eram incontingentes ao tempo e ao espaço
Estive lá, no quarto crescente
No quarto minguante
Banhei na nascente
E nas suas veias viajei com o liquido incessante
Crepúsculo matutino
Na véspera incandescente
Descobri o divino
Descobri a nostalgia
Descobri a contrição
Ouvi tocar a trombetaA minha viagem foi completa
Hora do retorno
...Liana Gonçalves...
Me deixaste
Me deixaste
Me deixaste, para que rasgue o meu lábio de tão árido
Com a sede intensa dos teus húmidos beijos
Que acudiam com volúpia o meu suspiro ávido
Que balançava minha estrutura e me punha em despejos
Me deixaste para que viva melindroso
Sem a ancora do teu abraço
Sem o conforto do seu regaço
Neste meu mundo tenebroso
Me deixaste para que os meus olhos tinjam em vermelho
De tanto derrame, de penosa amargura
E vaguei pelo mundo nas asas da loucura
Me deixaste a mercê da sorte
Para que me precipite na voragem
Para que fatalmente beije a morte
Segredo!
Segredo!
Segredo!
Onde posso guardar?
Não pode ser em qualquer lugar!
Tem de ser num difícil de encontrar.
Que tal nas areias do mar?
Num buraco, no escuro?
Não, não é seguro!
Meu Deus!
Nas nuvens do céu?
Numa garrafa, numa caixa?
Não, também não dá, não encaixa.
Numa gruta, e se alguém descobre?
Tem de haver um forte.
Que falta de sorte!
Num cofre?
Onde?
Há!
Pode ser aqui, é confiável!!!
...Liana Gonçalves...
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Dez ilhas
Dez lindas meninas
Banhavam nuas no atlântico
Até que um dia
Arremataram os marinheiros, o coração do peito
Santiago a maior, foi a primeira a ceder o leito
Não disponham de riqueza
Sim, inédita e inconfundível beleza
Viram passar escravos de terras longínquas
De outras culturas, de outras línguas
Viram nos acorrentados, chibatados, alguns ali pereceram
Alguns fizeram delas o aconchego e ali permaneceram
O branco não resistiu ao feitiço
Do enlace nasceu o mestiço
Quando Feliz de pés descalços dançavam funana, enquanto triste catavam uma morna
Mas se enchem de alegria quando alguém retorna
Um dia conheceram um bravo guerreiro
Que encheu se de amor num olhar certeiro
Lutou destemido e para dar lhes a euforia
Que enamorado lhes prometera um dia
Hoje as belas meninas ainda banham no meio do mar
Lindas e disponíveis para quem as queira amar
…Liana Gonçalves…
Subscrever:
Mensagens (Atom)




