segunda-feira, 21 de maio de 2012

Quadros de Kiki Lima 1

Intimidades da dança

Plurim d'virdura

Sala d'Bódj

Dança de Batuque

Bagagem de mão

Excesso de bagagem

Na rua

Avental de vendedeira

Mulheres animadas

De passagem


Vendedeira


quinta-feira, 3 de maio de 2012

Ilha de Santiago










Considerado o berço da Nacionalidade, a ilha de Santiago é a maior do arquipélago. Pertencente ao grupo Barlavento, foi a na primeira ilha a ser povoada e a mais populosa. A ilha estende-se por cerca de 75 km de comprimento, no sentido norte-sul e cerca de 35 km de largura, no sentido leste-oeste. Fica a 50 km em linha recta da ilha do Fogo, a oeste, e 25 km da ilha de Maio, a leste.


O ponto mais alto desta ilha montanhosa de origem vulcânica é o Pico de António com 1392 metros de altura (No Picos). A ilha está pejada de vales profundos e tem uma costa cheia de recifes, entremeados por praias de areia.

A cidade da Praia, capital administrativa fica nesta ilha, anteriormente conhecida por Praia de Santa Maria é a mais populosa do país.. Ao longo da História de cabo Verde houve sucessivas propostas de transferências da capital de Praia para outros sítios, sendo a última a proposta da mudança para Mindelo durante o séc. XIX. As sucessivas administrações portuguesas nunca mostraram interesse (económico ou político?) em mudar a capital de Cabo Verde. Através de um decreto de 1858, com a elevação do estatuto de vila para cidade, Praia ficou definitivamente a capital de Cabo Verde, concentrando as funções de centro político, religioso e económico.


A cidade Velha localiza-se no concelho da Ribeira Grande de Santiago. Situada a 12 km da actual capital cabo-verdiana foi a primeira cidade construída pelos europeus nos trópicos, e do arquipélago. A então denominada Ribeira Grande foi fundada em 1462, apenas dois anos após a chegada dos navegadores portugueses à ilha de Santiago, primeira das ilhas do arquipélago de Cabo Verde a ser descoberta. Considerado por muitos como o berço da cultura cabo-verdiana, a cidade é considerada actualmente Património Mundial da Humanidade.


A economia da ilha é baseada na agricultura (do sequeiro e do regadio) que se desenvolve em vales, divido a sua condição climática, e na pesca. A ilha tem tido um forte desenvolvimento no sector empresarial, nomeadamente nos sectores de imobiliária e construção. O turismo não é voltado ao totalmente turismo de praias, como as ilhas de Maio, Boa Vista e Sal, mas sim para eco e agro turismo.

      Também considerado o berço da cultura Cabo Verdianas, a ilha é marcada por fortes actividades cultuarias, os ritmos na música, na dança tem um teor africano mais acentuado em relação aos ritmos das restantes ilhas. De entre eles destacam se Tabanka, Funaná e o Batuque. No sector artístico a tecelagem, o artesanato, a panaria, a pintura inspiradas na vivencia quotidiana dos homens e das mulheres da ilha, não deixam indiferentes a sensibilidades daqueles que apreciam o tradicional.
   

   Na culinária destaca-se o famoso “ kachupa” prato a base do milho, feijão, carne, peixe, legumes, entre ouros. Entre as mais pedidas também estão o “xérem”, a massa, o cardo de peixe, os tradicional "fixon", “trotxida”, o requeijão, a “sarabudja”, “kabidela”, “kamoka”, entre outros. 
A semelhança da ilha de santo Antão aqui se faz a produção de aguardente. Do Grogue saí o sustento de muitas famílias, principalmente as do interior.




A ilha de Santiago tem os seguintes municípios:
·         Praia
·         São Domingos
·         Santa Catarina
·         São Salvador do Mundo
·         Santa Cruz
·         São Lourenço dos Órgãos
·         Ribeira Grande de Santiago
·         São Miguel
·         Tarrafal.
E as freguesias de:
·         Nossa Senhora da Graça
·         Santíssimo Nome de Jesus
·         São João Batista
·         Nossa Senhora da Luz
·         São Nicolau Tolentino
·         Santa Catarina
·         São Salvador do Mundo
·         Santiago Maior
·         São Lourenço dos Órgãos
·         São Miguel Arcanjo
·         Santo Amaro Abade

Orlando Pantera








Orlando Pantera

 Orlando Pantera (1967-2001)

  "Ó ki'm morrê antes tempo ressuscitan sem licença"/"A quem morre antes do tempo ressuscitam sem pedir licença".

Orlando Monteiro Barreto nasceu no interior da ilha de Santigo em Novembro de 1967.Considerado percursor de um novo estilo na música cabo-verdiana, Orlando Pantera foi letrista, compositor, multinstrumentista e só nos últimos anos de vida é que cantou em público.
O apelido Pantera como ficou perpetuado, deve se ao facto de em criança ter sido um amante da revista Pantera Cor-de-rosa. Andava sempre com elas, daí os amigos num subúrbio da praia chamavam- no” Orlando Pantera”. Teve acesso a revista em Angola, país onde chegou com um ano na companhia dos pais e deixou, oito anos depois na viagem de regresso à Cabo verde.

Pantera faleceu aos 33 anos vítima de pancreatite aguda, a 1 de março de 2001, altura em que gravaria o seu primeiro álbum "Lapidu na Bô"/ "Grudado em Ti". Deixou uma filha chamada, Darlene que teve com a Carla Garcia, (companheira durante oito anos). Um ou dois dias antes tinha actuado no Quintal da Música, espaço cultural na Cidade da Praia (platô), onde dava espetáculos as quintas-feiras. Horas antes de ser internado, tinha estado com os amigos num "hora di bai", convívio de despedida em homenagem a alguém que ia viajar. O seu primeiro emprego foi o de animador social.
Pantera não deixou nenhum álbum gravado mas um leque de obras que não deixa indiferentes os ouvidos daqueles que se deixam tocar pela qualidade. Ele ressus
citou os géneros tradicionais como Batuke, funaná, Tabanca que eram proibidos até a independência, e que iam perecendo após esta.
"É preciso observar, viver e guardar na alma".
 Da observação, do contacto, com a vivência do povo do interior criou um estilo autêntico, original, sem tirar os pés da raiz que tanto o inspirou. Ele cantava com todo o corpo, dava vida a o que se chama tradição, de forma inovadora sem corromper o que de genuíno trazia a sua música.
 Quem o via interpretando num palco, de camisas e calças a boca-de-sino, não via nele o homem tímido que desde de miúdo desacreditava na sua voz, por isso pedia as pessoas para cantar a sua música. Guitarrista e baixista, Pantera debruçou, também na percussão, retirando sons dos objectos mais inimagináveis, como: pilon, pau de colêxa, búzios e shelafon.
Na sua música retratava a vivencia das mulheres e dos homens do interior da ilha de Santiago,
Nos braços da música esteve em Portugal, França, Holanda, Brasil, EUA e outros países, em digressões. Em Cabo Verde actuou no Quintal da Música, no Pub Cruzero, no Parque 5 de Julho, nos festivais da Gâmboa (Praia), Baía das Gatas (Mindelo) e Sete Luas Sete Sóis (Santo Antão).
 Nos anos 80, integrara vários grupos, dentre eles o Pentágono e o Quinteto Capaverdeans Jazz Band. Mas Passou a ser uma referência musical, a partir do momento que Os Tubarões gravaram, em 1993, algumas das suas composições, nomeadamente o êxito "Tunuca", no CD "Porton di Nôs Ilha". Participou com dois Funanás e uma Coladera. Por esta ocasião foi galardoado com o Prémio Compositor no Ano. Além dos Tubarões existem também compilações com músicas de Pantera: "Verão 2000" e "Filhos do Funaná"; sete composições em discos de outros intérpretes, Mário Rui, Djudja, Grace Évora, Pentágono e Filipe. Pantera, ainda Integrou o grupo Raiz di Polon, junto com o Manu Preto e outros desde 1997.

Orlando é um dos perpétuos nomes da música cabo Verdiana, admirava músicos como Catchás, Kaká Barbosa, Ano Nobo, Manuel d' Novas, entre outros. Pantera deixou vários materiais espalhados. Hoje, alguns amigos procuram levar avante o projecto, como cumprimento de promessa ao músico morto, mas todos sabem que não será a mesma coisa. No máximo, será um esboço do sonho de seu criador, já que o estilo de música por que vinha enveredando era absolutamente pessoal.O estilo de pantera é continuado por artistas como Vadu, Mayra andrade, Lura,tcheca, entre outros

Em homenagem a este malogrado nome o Ministério da Cultura criou “Prémio Orlando Pantera – Descoberta de talento Jovem” que visa de incentivar e promover o desenvolvimento da cultura cabo-verdiana, através da música. prémio contempla cinco modalidades:



·         melhor conjunto ou grupo musical
·         melhor composição musical
·         melhor Música Instrumental
·         melhor Trabalho de Investigação
·         o melhor intérprete
      
   
  É preciso parar e pensar que dimensão teria hoje, Pantera, se esse mundo contasse com a sua presença física, medir a projeção que a sua música teve interpretado por outros artistas, como Lura, Mayra Andrade, entre outros, e adicionar a eles a essência do Pantera, o que o deferi de todos os interpretam a sua música.

Letras de música de Pantera:



Tunuka
Tunuka, Tunuka bála
Ki tem koráji, é só Tunuka di meu
Sukuru ka da-l kudádu,
Ka duê-l xintidu, ki fari duê-l korasom.
Tunuka é nós ki bai,
É nos ki bem, é nos ki fika li-mé.
Nu uni korasom,
Nasionalidádi dja-nu tem dja,
Nu mára nós kondom, nós limária nu dexâ-l la.
É nós ki mbárka pa Sam Tomé
Injuriádu marádu pé
Mi ku bo ki stába la mé
Tudu m-dádu m-da-u també
Na nós pom di kada diâ, oxi dretu manham mariádu
Ramediádu ka tem midjor
Ki spéra m-dádu m-da-u també.
Tunuka kre-u ka pekádu
Da-u ka ta fládu, má só bu da-m ki tenê-m.
Tunuka, Tunuka, Tunuka
Tunuka,Tunuka, é ti si ki-m tem pa-m fla-bu.
(solo)- Tunuka,t,t,t,t, é ti si ki-m tem pa-m fla-bu…










Dispidida
Katorzi mi dja-m bá nha kaminhu
Mi ki s'ta fika ku mi
Es dor ki m-áita leba diáxi mi só ki buskâ-l
Sakédu má m-ka pode ku-el
Detádu e ta mariâ-m kabésa
Lapidu má dj-e karapati ta fasê-m falsiâ !
Ná ná nau, bai gó !
Témpu-simia dja pása, rinka midju na otu lugár
Busu busu si si nau, ó na dispidida !
Tiru ta sai albés pa kulátra,
Mi m-ka fasi náda sima m-kreba
Dádu si ki-m dádu sima m-obi sima m-fládu
Tiru ta sai albés pa kulátra
Mi m-ka fasi náda sima m-kreba
Dádu xikotáda sima flor di midju kankaram !

















Lapidu na bo

Dja-u pinta sáia d'otu kor,
Dja-u muda botom di bu buluza
Bu fazi pé sámbu sima Djulai,
Pa-u pása na mi pa-m ka konxê-u
Bu fanhi narís, dja-u troka vós,
Bu pega bu pila bu dedom di pé,
Bu trokola odju xuxa kolóla,
Bu po xupa-káka pé trokádu.
Má inda m-sta lapidu na bo minina,
E lapidu na bo minina eh eh eh eh...
Dja-u muda kaminhu pa otu rubera
Na mundu bu s't'ánda so pa kau rabés
Ta kóri di mi
Dja-u bá mása bósta, Pilotu mordê-u na máma-kadera
Bu kré otu algem pa-m sai di bu pé
Bu da-m um borduáda-bára-marmuleru
Bu fergâ-m narís na pipí di Taréku
Bu da-m káldu d'ása-kafanhotu...
Má inda m-kuntina lapidu na bo minina
E lapidu na bo minina eh eh eh eh (bis)
(*)E lapidu na bo, m-sta lapidu na bo,
Báxu kótchi-kótchi minina, na séti bráku-bu kabésa
Na tudu pásu ki bu da, m-sta lapidu na bo.
Báxu kótchi-kótchi minina, na séti bráku-bu kabésa uoi
Na tudu pásu ki bu da - eh lapidu na bo, minina eh eh…
Dja-u tra kása tedja dja-u po betom,
Bu po muzáiku na sala-jantár,
Bu po kása finu só pa-m skorega,
Pa-m kai pa-m da kokéta na tchom !
Bu po nogósi na Sukupira :
Brajeru ki toma dja subi dja latchi !
Bu kumpra starletixou di karambóla :
Dinheru m-ka sabi dipundi ki bem !
Má inda m-sta lapidu na bo,
E lapidu na bo minina eh eh eh eh...
Bu kumpra pasáji bu bá Bisau
Bu bá fasê-m kórda ku bu iram,
Bu bá rótcha prétu bu bá kontráta
Ku Xuxu pa-u da kábu di mi di bés.
Kusa ka filâ-bu bu bira dodu,
Bu buâ na mi bu korê-m mó na koxa,
Bu odja ma mi é féru kurádu,
Bu pega bu bóka bu po na di meu.
A-gó ki-m bira lapidu na bo minina
E lapidu na bo minina, eh eh eh eh.
(*)E lapidu na bo minina, m-sta lapidu na bo,
Báxu kótchi-kótchi minina…